Esta estação integra o percurso interpretativo Rio Tinto – Caminho da Memória, destacando a relação histórica entre o rio e as atividades humanas.


Cascata e moinho
Durante séculos, o rio Tinto foi um importante recurso natural, cuja qualidade da água e conservação das margens permitiram a fixação de pequenos povoados.
A força da água era aproveitada em moinhos de rodízio ou azenhas, que moíam cereais para as populações locais.
Em 1758, a freguesia de Rio Tinto possuía 45 moinhos, que funcionavam essencialmente até ao dia de São João, servindo cerca de 2500 pessoas.
Em 1935 existiam ainda oito moinhos a funcionar nas zonas de Campainha, Lourinha, Ameal, Mosteiro, Ranha, Ponte e no moinho do Cu-torto, na baixa da Ponte.
Em 1996, apenas dois permaneciam operacionais: um em Perlinhas e outro na Ranha, junto ao moinho da Vitória.
Perto da estação da levada pode ainda observar-se uma casa de estilo brasileiro, mandada construir por Guedes de Oliveira, jornalista, escritor, fotógrafo e arquiteto.
Natural de Baião, veio viver para o Porto e dedicou-se às artes e às letras. Faleceu em Rio Tinto a 13 de fevereiro de 1932.
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